Resenha e Comentários: Show do Sonata Arctica em Fortaleza (21/02/2015)

domingo, março 08, 2015

Queria pedir desculpas pelo fato de ter poucas fotos do show aqui no post. Não tinha levado nada para tirar fotos nos dia e tive que sair procurando fotos do show pela internet que pudesse usar sem ter problemas com direitos autorais.
No último sábado dia 21 de fevereiro, rolou aqui em Fortaleza o show da banda finlandesa de Power Metal, Sonata Arctica. O show aconteceu na casa de shows/boate Complexo Armazen e dessa vez eu tive a oportunidade de ir. Queria ter falado antes do show que iria mas não deu tempo porque sai meio tarde de casa.

Antes de começar a falar do show em si queria ressaltar que não sou uma grande fã da banda. Da discografia eu apenas ouvi o Silence e o Ecliptica (que é meu álbum favorito deles). Não cheguei a ouvir o álbum novo antes do show embora estivesse ciente do lançamento do Pariah's Child. Curto muito o som que eles fazem e foi esse o motivo pelo qual fui. Outro motivo foi o fato de nunca ter ido em um show de banda internacional antes, só nacional. Queria ver uma performance e endoidar ao vivo, achei excelente a oportunidade.

Então, queria falar um pouco sobre a questão dos eventos na cidade. Quem mora aqui sabe que até uns anos atrás Fortaleza tinha sido completamente excluída das rotas de shows internacionais. Não havia ninguém interessado em trazer bandas internacionais pra cá, e nós, bangers cearenses, sempre sobrevivemos de covers e de bandas autorais da cena local (Não estou reclamando deles. Tenho muitos amigos e conhecidos músicos. Sei como é difícil fazer sucesso e apoio todo o esforço que eles colocam no trabalho deles). Um dos últimos shows de peso que recebemos antes de um período de recessão de uns quase 4 anos anos foi o do A-ha (que na época dizia que ia ser o último da banda que iria acabar *insira uma piada de Pegadinha do Malandro aqui*). Dai vieram Elton John e Beyoncé da cena pop, até que ano passado rola um show do Dream Theater (que não me conformo de ter perdido até hoje).

Parece que os produtores se lembraram de nós bangers e roqueiros. Três grandes shows de peso foram confirmados para este ano: Sonata Arctica em Fevereiro, Blind Guardian em Outubro, e AC/DC com data ainda a negociar (provavelmente final do ano). Fora os internacionais, o Angra com uma formação nova está retornando em brevê. Ah, e não estou contando com os shows que ocorrerem dentro do Sana no momento.
Flayer de divulgação do show que rolou nas redes sociais.
Voltando ao Sonata, o show foi organizado pela Phoenix Produções, a qual fui informada que também está organizando o Sana recentemente. Adquiri o meu ingresso via o site da Bilheteria Virtual, tive que receber no dia para poder entrar. Eram três opções de local: pista (o mais barato R$ 60), frontstage (R$ 120) e camarote (R$ 180). Escolhi a pista. Ando bem pobre ultimamente e por não ser tão fã assim da banda não achei que valia a pena o frontstage dessa vez. Por ter comprado online, tive que pagar uma taxa extra de conveniência de R$ 6.

A bilheteria parece ter aberto as 5 da tarde mas só cheguei ao local por volta das 7 da noite. Haviam duas filas: para a entrada, e para a compra e troca de ingresso. Confundi as filas, porque não tinham ninguém da staff para informar nada ali. Eu e meu amigo que me acompanhava perguntamos ao pessoal da fila para nós informar. As filas demoravam um pouco para andar. Após trocar o ingresso (por volta de oito horas) perguntei a staff se já estava rolando a banda de abertura. Ninguém soube responder nada, nem a hora que o Sonata iria subir no palco. O que me fez desistir de entrar naquela momento era o fato de estar esperando os amigos e também porque tinha visto no banner que rolava no facebook da banda que o show iniciaria as 9.
Show da banda de abertura Hostile Inc. Não cheguei a assistir esse show. :/
Enquanto estava na fila com meu amigo percebemos que rolava uma música no fundo. Cogitamos a possibilidade de ser a banda de abertura, mas depois de analisar a qualidade a vibração do som, concluímos que era mp3 mesmo. Fiquei do lado de fora até umas 9:35. A banda de abertura já estava tocando há muito tempo lá dentro. E parece que ela foi rápida. Quando entramos o palco já estava vazio, a espera do Sonata. Por isso não posso falar da banda de abertura, desculpem. :/

Comprei uma camisa oficial da banda em um stand de venda na entrada. Tinha dois modelos disponíveis: a arte da capa do Pariah's Child (Linda! Tem um lobo e um corvo!), e outro modelo com um coração referente a música Love do novo álbum. Ele parece um gelo coberto por uns musgos e duas rosas. A vendedora me disse que esse modelo era exclusivamente feminino e só tinha em babylook. Comprei porque né, você sabem, sou só um pouquinho fanática por rosas...

A camiseta em questão. Atrás tem o nome da banda, o que me fez sentir satisfeita.
As camisetas venderam bastante e praticamente esgotaram. Fora isso, um poster autografado pela banda também estava a venda. O preço das camisetas era R$ 60 e o poster + a camiseta custava R$ 90.

Já era por volta de 9:40 quando procuramos um local para ficar. Decidi ficar lá atrás porque me parecia seguro. Tinha medo de esbarrar e pisar nos pés das pessoas. Sou desastrada e às vezes não tenho noção de espaço. Por conta disso decidi manter aquela saudável distancia das pessoas mais próximas. Mas ainda assim não deu: pisei nos pés alheios, joguei cabelo sem querer nas fuças dos outros (uma mulher puxou meu cabelo 2x. Ainda não sei se foi sem querer como ela disse ou não...). O fator mais incomodo era porque o local onde eu estava lá atrás estava servindo passagem para quem vinha e ia do lado direito o tempo todo. E a galera vinha esbarrando mesmo na gente. Eu sempre parava de pular e me afastava pra esse pessoal passar, mas chegou numa hora que não deu mais porque estava acontecendo o tempo todo e atrapalhando meu aproveitamento do show. Resolvi ir um pouco mais para frente, até porque não estava mais enxergando o palco.

A galera é foda... O pior problema não foi o fato de ter gente alta na minha frente ou de estarem com braços para cima (Porque isso é normal), a galera estava filmando o show nos smartphones por uma boa parte do tempo. Isso durou durante umas 5 músicas e foi foda porque tampou a visão de quem estava atrás. E como não tinha telões na lateral do palco, cheguei ao cúmulo de olhar para um smartphone do cara gravando o show como se fosse um telão. Eu sei que o que mais importa no show é o som, mas apesar de querer curtir a música também queria ver os músicos...

Também acho valido citar um casal chato que estava perto de mim... Tinha uns 4 casais próximos de mim e do meu amigo, mas um em especial se mexiam, dançavam e beijavam tanto que incomodava quem estava por perto. O cara chegou a ser encoxado sem querer pelo meu amigo por conta disso e a mulher se esfregou um pouco nele também. Eu esbarrei muitas vezes neles, sempre que se aproximavam tentava me afastar o máximo possível.

Sonata em palco
Sobre o local, quem conhece o Armazen sabe que lá é um cubículo e tem não tem uma acústica muito boa por conta de ser um espaço "aberto" (não tem teto). Não que a acústica e a equalização do Sonata estivesse ruim, mas mal deu para ouvir o som do baixo e o teclado (principalmente o teclado). A equalização da banda de abertura pelo que ouvi lá fora estava excelente também, mas o local realmente não ajudou.

O Armazen lotou. Os únicos locais mais vagos eram a entrada (Não dava para ver o show dali) e o camarote (Que fica na parte de cima em frente ao palco e não tinha uma grade de proteção para a parte de baixo. Para cair dali é um pulo LOL). Estava muito quente apesar do local ter o teto aberto e só ter uma enorme canga para proteger de eventuais chuvas. Fazia uns 26 graus lá fora, mas lá dentro parecia ser 32 a sensação térmica. Fiquei rezando por uma chuva, porque suei muito.

Outra reclamação quanto ao local é o fato de ele ser "retangulo vertical". Você não tem uma visão boa do palco se fosse para os lados. Eu, que fiquei na linha de visão da frente, senti bastante dificuldade em ver. Imagina que estava nos lados... Acho que o palco deveria ser um pouquinho mais alto e ter telões nos dois lados.

Tony Kakko e Tommy Portimo
Indo para o show em si, o Sonata subiu ao palco por volta das 10:10 da noite. A presença da banda era excelente: o Tony Kakko sempre levantava e guiava a galera. Conseguia manter a gente vibrado no show mesmo nas horas de cansaço. Os solos de guitarra do Elias Viljanen do foram vibrantes. O Tommy Portimo dava todo o gás, apesar de confinado na bateria. Só quem eu achei muito apagado foi o Henrik Klingenberg, que estava com o teclado encostado lá atrás em boa parte do show.

Notei junto com meu amigos umas falhas no som, principalmente no microfone, durante o decorrer do show. O Tony também não estava se esforçando muito com os agudos. Meu amigo me disse que isso foi por conta de ele ter passado por um problema na laringe recentemente, então não reclamei quanto a isso. Fora essas observações não tenho do que reclamar dos músicos, todos foram excelentes!

Sobre as músicas, chequei uma possível setlist divulgada pelo Diário do Nordeste antes do show e meu amigo disse que viu outra diferente no O Povo. Segundo o que conversei com ele, a do Diário do Nordeste foi mais certeira. Eles cantaram 80% das músicas anunciadas menos Wolf and Raven. Até choramos lá atrás para que eles tocassem, mas não teve jeito.
Tony Kakko e Pasi Kauppinen
Eis a setlist do show:

The Wolves Die Young (Pariah’s Child)
Losing My Insanity (Stones Grow Her Name - Cover)
My Land (Ecliptica)
Replica (Ecliptica)
Cloud Factory (Pariah’s Child)
Black Sheep (Silence)
Letter to Dana (Ecliptica)
Paid in Full (Unia)
I Have a Right (Single)
X Marks the Spot (Pariah’s Child)
Tallulah (Silence)
FullMoon (Ecliptica)
Kingdom for a Heart (Ecliptica)
San Sebastian (Silence)
Blood (Pariah’s Child)
8th Commandment (Ecliptica)
Don’t Say a Word (Reckoning Night)

As músicas do Pariah's Child, até por ainda serem pouco conhecidas, foram momentos mais calmos do show. Todo o mundo preferiu só escutar a banda mesmo. Agora quanto as músicas dos álbuns mais antigos como a Losing My Insanity, Black Sheep e Tallulah foram bem mais agitados: todo o mundo pulava, batia palmas e cantava.

Replica e Letter to Dana foram duas músicas mais lentas que fizeram a galera acalmar os ânimos por uns minutos, só para serem agitados novamente nas seguintes. Os momentos mais agitados onde todo o mundo endoidou foi quando eles tocaram Tallulah, FullMoon (aconteceu algo muito legal: eles retiraram o áudio dos instrumentos no refrão só para ouvir a platéia cantar!) e Kingdom for a Heart (foi a hora que se formaram as rodas punk mais tensas G_G).

Elias Viljanen e Henrik Klingenberg

O show teve uma pausa de 10 minutos. Quando voltaram ao palco cantaram mais três músicas. Apesar de todo o mundo ter ficado meio desanimado na Blood, voltamos a pular no 8th Commandment e Don't Say a Word, encerando o show com o maior sorriso de orelha a orelha no público.

Não pude ouvir direito o que o Tony falava durante os intervalos das músicas devido ao barulho. Também não deu para ouvir direito o que o áudio da intro e da ending dizia (algo do tipo "Ladys and Gentlemans, we are here to prove that rock'n'roll really exist!"). O vocalista do Sonata conversava bastante com a gente, dizendo algumas coisas sobre a viagem dele por aqui. A banda toda parecia muito encantada com tudo. Outra coisa interessante foi ver o Tommy vestindo uma camisa da seleção. Só não foi interessante saber que ele usava uma camisa com o nome do Neymar. u.u

Tommy e a camiseta do Neymar...
De opinião geral, esse foi um excelente show. O maior problema mesmo dentre os citados foi em relação ao local (o Armazen não tem uma boa estrutura para shows). Espero sinceramente que não inventem de fazer mais shows de Metal em locais como Armazen, que tem mais estrutura para boate do que para show. Nossos próximos shows, que são o Angra e o Blind Guardian, serão no Siara Hall, um local muito mais apropriado. Tenho muito hype para o show do Blind. Se o Sonata foi bom, o Blind será melhor ainda. Com certeza.

Foto divulgada pela banda da platéia do show. Editei na imagem o local onde estava, mais ou menos,
As fotos usadas do show nesse post foram retiradas do álbum de divulgação da Phoenix Produções e fotografadas por Yago Resende.

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